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Adicional 25 INSS: veja quem tem direito e como pedir
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Adicional 25 INSS: veja quem tem direito e como pedir

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O adicional 25 INSS aumenta em 25% a aposentadoria por incapacidade permanente para quem comprovar necessidade de assistência contínua. O valor conta no 13º, pode ultrapassar o teto e depende de perícia médica do INSS. O salário mínimo em 2026 é R$ 1.621; assim, o total pode chegar a R$ 2.026,25 nesse caso.

O adicional 25 INSS pode aumentar sua aposentadoria por incapacidade permanente em 25%. Ele também entra no 13º. No entanto, o valor não cai automático. Você precisa solicitar, passar por perícia médica e comprovar que precisa de ajuda permanente para atividades do dia a dia.

Neste artigo

Quem tem direito ao adicional 25 INSS?

Tem direito o aposentado por incapacidade permanente que comprove precisar de assistência contínua de outra pessoa. A análise foca na necessidade de ajuda para tarefas cotidianas. Além disso, o INSS exige avaliação médico-pericial para reconhecer o direito ao acréscimo.

Entre as situações citadas na regulamentação estão cegueira total, perda de nove ou mais dedos das mãos, paralisia dos dois braços ou das duas pernas e perda dos membros inferiores quando não é possível usar prótese. Também entram perda de uma das mãos e de dois pés, perda de um braço e uma perna quando não é possível usar prótese, alterações graves das faculdades mentais, doença que mantenha o segurado acamado e incapacidade permanente para atividades da vida diária.

Contudo, a presença de uma dessas condições não garante aprovação automática. A perícia avalia o caso concreto e a dependência permanente de outra pessoa.

Quanto o adicional aumenta a aposentadoria?

O cálculo soma 25% sobre o valor da sua aposentadoria por incapacidade permanente. Em 2026, o salário mínimo é de R$ 1.621. Portanto, quem recebe esse valor e obtém o adicional ganha mais R$ 405,25, totalizando R$ 2.026,25 por mês.

O valor muda conforme a sua renda. Por exemplo, uma aposentadoria de R$ 2.000 teria acréscimo de R$ 500, desde que você atenda aos requisitos e tenha o direito reconhecido pelo INSS.

Vale lembrar que o adicional acompanha os reajustes do benefício principal. Dessa forma, quando sua aposentadoria for reajustada, o acréscimo é recalculado.

O adicional vale para qualquer aposentadoria?

Não. Atualmente, a lei vincula o adicional à aposentadoria por incapacidade permanente. Houve discussões para estender a outras modalidades. Entretanto, o STF decidiu no Tema 1.095 que não é possível ampliar sem nova lei.

Assim, aposentadorias por idade ou outras modalidades não ganham automaticamente os 25%, mesmo com necessidade de ajuda permanente. Em resumo, só uma mudança legal pode alterar isso.

O adicional conta no 13º salário?

Sim. Enquanto você receber o adicional, o valor correspondente também entra no cálculo do 13º. Consequentemente, o seu abono anual considera o acréscimo durante o período em que ele estiver ativo.

Pode ultrapassar o teto do INSS?

Sim. A legislação permite pagar o adicional de 25% mesmo quando a aposentadoria já atingiu o teto. Ou seja, o acréscimo pode fazer sua renda superar o limite máximo dos benefícios.

Como solicitar pelo Meu INSS?

Você pode pedir pela internet. Acesse o Meu INSS, entre com sua conta, escolha “novo pedido” ou use o campo “Do que você precisa?”, pesquise por “acréscimo”, selecione “Solicitação de Acréscimo de 25%” e acompanhe em “Consultar Pedidos”.

Também há atendimento pela Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h, horário de Brasília. Para acessar direto o serviço digital, use o portal oficial do Meu INSS.

Para entender outras mudanças que afetam benefícios, confira nosso conteúdo sobre projeto que pode recalcular aposentadorias do INSS. Ele ajuda a contextualizar impactos nos seus recebimentos.

Quais documentos apresentar?

Podem ser exigidos CPF, documento de identificação, procuração ou termo de representação legal, quando houver. Além disso, apresente documentos médicos que demonstrem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa.

Laudos, relatórios e exames devem detalhar limitações funcionais e como a condição afeta sua autonomia. Em outras palavras, mostre por que você precisa de ajuda contínua nas atividades diárias.

Se você é novo no INSS, também vale saber que há regras específicas para o 13º do INSS pago em novembro para novos segurados. Isso pode ajudar no seu planejamento anual.

Como funciona a perícia do INSS?

Depois do pedido, você pode ser convocado para perícia. O objetivo vai além de identificar a doença. O perito verifica se há necessidade permanente de ajuda de terceiros para atividades do cotidiano.

Você pode solicitar a presença de um acompanhante, inclusive seu médico, seguindo as regras do INSS. Contudo, o perito pode recusar o pedido quando houver justificativa técnica ligada ao exame.

O valor passa para a pensão por morte?

Não. O adicional de 25% está vinculado à sua aposentadoria e cessa com a morte do beneficiário. Dessa forma, o valor não é incorporado à pensão por morte dos dependentes.

Como evitar golpes ao pedir o adicional?

Desconfie de quem promete aprovação garantida ou cobra adiantado para “liberar” o pagamento. O pedido ocorre pelos canais oficiais. Nunca forneça a senha do Meu INSS a terceiros.

Use somente o aplicativo e o site oficiais do Meu INSS e a Central 135. Em caso de contratação de profissional, verifique a identificação e as condições do serviço antes de fechar.

Para comparar benefícios e organizar suas finanças, baixe o app Aprov no Google Play ou App Store. Dessa forma, você acompanha prazos e valores em um só lugar.

O que fazer se o pedido for negado?

Você deve verificar o motivo do indeferimento e reunir documentos que reforcem a necessidade de assistência permanente. Em seguida, avalie as medidas cabíveis para contestar a decisão. Em casos complexos, buscar orientação especializada pode ajudar.

Por fim, acompanhe sempre o status em “Consultar Pedidos” no Meu INSS. Se houver necessidade de ação presencial ou documento adicional, o sistema informa o próximo passo.

Informações legais: o adicional está previsto no artigo 45 da Lei nº 8.213/1991. O salário mínimo de R$ 1.621 vale desde 1º de janeiro de 2026, conforme o Decreto nº 12.797/2025. O STF fixou a tese do Tema 1.095 sobre a impossibilidade de ampliar o adicional sem lei.

Para acompanhar outras pautas de regras previdenciárias, leia também quem pode se beneficiar da PEC da aposentadoria aos 50 no INSS. Assim, você entende cenários que podem afetar seu futuro benefício.

Perguntas frequentes

Preciso ir a uma agência para solicitar o adicional de 25%?

Não obrigatoriamente. Você pode fazer o pedido no Meu INSS e acompanhar em “Consultar Pedidos”. Também há atendimento pela Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h, horário de Brasília. Somente vá à agência se o INSS convocar.

Quais documentos médicos ajudam no pedido do adicional de 25%?

Laudos, relatórios e exames que descrevam limitações funcionais e a necessidade de ajuda permanente. O importante é mostrar como a condição afeta sua autonomia nas tarefas diárias, e não apenas o nome da doença.

Posso levar acompanhante ou meu médico na perícia do INSS?

Sim. Você pode solicitar a presença de um acompanhante, inclusive seu médico, conforme as regras do INSS. O perito pode recusar quando houver justificativa técnica relacionada à realização do exame.

O adicional de 25% passa para a pensão por morte dos dependentes?

Não. O adicional é vinculado à aposentadoria do titular e cessa com a morte do beneficiário. A legislação não incorpora esse valor à pensão por morte deixada aos dependentes.

O adicional de 25% vale para outras aposentadorias além da incapacidade permanente?

Atualmente, não. O STF decidiu no Tema 1.095 que não é possível ampliar o adicional a outras modalidades sem nova lei. Portanto, não há extensão automática para aposentadoria por idade ou outras.

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